O Benfica apresentou-se com duas caras distintas no Estádio Louis II, no Mónaco. Uma primeira parte apática e sem brilho deu lugar a uma segunda metade dominadora, onde Pavlidis, o goleador do momento, decidiu o jogo. Apesar da vitória por 1-0, o resultado peca por escasso face à superioridade encarnada nos últimos 45 minutos.

Primeira parte: um Benfica sem chama

O jogo começou com uma surpresa no onze do Benfica: Di María ficou no banco por opção. Bruno Lage apostou na velocidade de Akturkoglu e Schjelderup para explorar as costas da defesa alta do Mónaco, mas a ideia não resultou. O turco mostrou dificuldades na ala direita e o norueguês revelou alguma hesitação. Kokçu, por seu lado, não ajudou nas compensações defensivas, deixando Álvaro Carreras desprotegido.

O Benfica teve um início de jogo apagado e apenas ameaçou em três momentos: aos 5 minutos, quando Carreras rematou ao lado; aos 44′, com uma defesa apertada de Majecki; e aos 45+2′, num toque de calcanhar de António Silva que saiu ao lado. Durante quase 40 minutos, o Mónaco dominou e criou perigo, mas Otamendi e Trubin foram fundamentais para segurar o 0-0.

Segunda parte: a transformação das águias

A equipa de Bruno Lage entrou para a segunda parte com outra atitude e Pavlidis precisou de apenas três minutos para fazer o golo da vitória. O grego lutou com Salisu e, mesmo com pouco ângulo, picou a bola para dentro da baliza. O ponta-de-lança soma agora oito golos nos últimos seis jogos e continua a ser decisivo para os encarnados.

O jogo ficou ainda mais favorável ao Benfica aos 51 minutos, quando Al Musrati foi expulso, deixando o Mónaco reduzido a 10 jogadores. A partir desse momento, os encarnados assumiram o controlo total do jogo e multiplicaram-se as oportunidades. No entanto, a finalização falhou no momento decisivo. Pavlidis, aos 61′, desperdiçou um lance claro de golo, atirando para as mãos do guarda-redes adversário.

Bruno Lage foi refrescando a equipa, apostando em Leandro Barreiro no lugar de Florentino (que falhará a segunda mão), Di María (que saiu lesionado aos 86′), Amdouni e Belotti, que fez a sua estreia na UEFA Champions League.

Bruno Lage: “Faltou mentalidade assassina”

No final do jogo, o treinador encarnado lamentou a falta de eficácia:

“Criámos oportunidades suficientes para sair daqui com um resultado mais expressivo. Faltou mentalidade assassina na hora de definir.”

O Benfica dominou a segunda parte e podia ter garantido um resultado mais tranquilo para a segunda mão. Agora, tudo se decidirá no Estádio da Luz, no dia 18 de fevereiro. Com uma exibição semelhante à da segunda parte, os encarnados têm tudo para carimbar a passagem aos oitavos de final da UEFA Champions League.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *