A temporada do FC Porto tem sido marcada por uma série de altos e baixos, como uma montanha-russa descontrolada. A equipa já demonstrou a sua capacidade de dar grandes reviravoltas, como aconteceu na Supertaça Cândido de Oliveira, quando conseguiram vencer o Sporting depois de estarem a perder por 0-3. Contudo, após a chegada de Martín Anselmi ao comando técnico, o clube tem experimentado uma sequência de vitórias e desaires que ilustram bem a inconstância da equipa. Desde vitórias sobre o Maccabi Telaviv e o Farense, até empates e derrotas, como os sofridos em Vila do Conde e em Roma, o FC Porto nunca parece estar totalmente estável.
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Este padrão de oscilação voltou a ser visível no Dragão, onde o FC Porto recebeu o Vitória de Guimarães e terminou o jogo com um empate 1-1. Este resultado surge após uma vantagem inicial, mas também após mais uma desconcentração defensiva que permitiu ao adversário alcançar o empate.
O Jogo e as Alternâncias de Ritmo
Com Tomás Pérez a assumir um papel importante no centro da defesa, a saída de bola da equipa portista apresentou alguma melhoria. Com Zé Pedro a substituir o castigado Nehuén Pérez e Gonçalo Borges a ocupar a ala direita, o FC Porto parecia mais equilibrado no início da partida. No entanto, a criação de oportunidades de gol foi, mais uma vez, um desafio para os azuis e brancos. O destaque da primeira parte foi um remate de Gonçalo Borges que passou ao lado da baliza, após um cruzamento de Rodrigo Mora, mas sem que Diogo Costa fosse verdadeiramente testado.
Aos 28 minutos, o FC Porto perdeu Pepê por lesão, e Samu entrou para reforçar o ataque. A equipa passou a alinhar em um esquema 3x5x2, que trouxe algum dinamismo à segunda parte, embora o adversário não tenha mostrado grande criatividade com a bola. Durante este período, o Vitória de Guimarães teve algumas situações para marcar, como um golo de Nélson Oliveira anulado por fora de jogo, e outra situação que foi salva sobre a linha de baliza por Otávio, impedindo o golo de Borevkovic.
Mudança de Estratégia e Golo de Fábio Vieira
Aos 63 minutos, Anselmi fez alterações, lançando William Gomes e Tiago Djaló, e passou a jogar em 4x3x3. Essa mudança revelou-se eficaz, e foi Fábio Vieira, aos 67 minutos, quem colocou o FC Porto em vantagem, com um excelente remate em arco de pé esquerdo, após um passe de Rodrigo Mora.
Desconcentração Final e Empate Inesperado
Com o FC Porto a controlar o jogo e a vantagem, parecia que a vitória estava ao alcance. No entanto, um momento de desconcentração nos últimos minutos fez com que a equipa perdesse dois pontos preciosos. Quando o FC Porto tinha um livre em posição ofensiva, aos 86 minutos, para esfriar o jogo, algo totalmente inesperado aconteceu. Apenas 13 segundos depois de Alan Varela colocar a bola na área, uma série de erros defensivos e duelos perdidos permitiram que Úmaro Embaló, lançado por Nuno Santos, ficasse isolado e marcasse o empate, batendo Diogo Costa.
Este golo, sofrido no contra-ataque no final do jogo, exemplifica bem a imprevisibilidade da temporada do FC Porto e a falta de estabilidade da equipa, que continua a ser um reflexo de uma temporada cheia de altos e baixos. E como diria João Pinto, “estávamos à beira do precipício e demos um passo em frente” – uma frase que nunca pareceu tão pertinente quanto agora.