A condição física de Viktor Gyokeres tem gerado discussões recentemente, mas não é pelos seus golos — o último foi a 22 de janeiro, na derrota frente ao RB Leipzig (1-2), na Champions League. O sueco não se encontra a 100%, o que tem levantado várias questões.

Lesão de Gyokeres Mantida em Sigilo
Conteúdos
A última vez que Gyokeres jogou os 90 minutos foi na final da Taça da Liga, a 11 de janeiro, contra o Benfica. Desde então, o jogador tem sido gerido de forma cautelosa, participando de forma limitada nos jogos seguintes. Em sete partidas, o sueco esteve em campo por períodos mais curtos: contra o RB Leipzig, entrou aos 54 minutos; com o Nacional, foi titular mas saiu aos 89’; depois falhou os encontros com Bolonha e Farense, e, mais recentemente, jogou apenas uma parte do jogo contra o FC Porto e o Dortmund.
Gestão da Lesão: O Papel dos Médicos
A gestão da condição física de Gyokeres tem sido um tema recorrente nas conferências de imprensa. Rui Borges, treinador do Sporting, já explicou que a situação do jogador está a ser acompanhada por um departamento médico especializado. Rui Miller, especialista em medicina desportiva, afirmou em entrevista: “Um atleta que esteve parado, por mais pouco tempo que seja, quando retoma a atividade, nunca está a 100%. Pode não fazer os 90 minutos completos, mas pode jogar uma parte do tempo.”
A Opção de Jogar ou Parar
A decisão de utilizar Gyokeres tem sido discutida com a equipa médica e o próprio jogador. Rui Borges afirmou que a escolha de usar Gyokeres não é tomada de ânimo leve: “Tudo é decidido em conjunto entre a equipa técnica, o departamento médico e o jogador. O objetivo é sempre o melhor para o Sporting.”
José Martel, ortopedista e ex-responsável pelo departamento clínico da UD Leiria, explicou que a decisão de manter Gyokeres em gestão física envolve uma responsabilidade tripartida: “O departamento técnico, médico e o próprio jogador devem estar envolvidos na tomada de decisão, com o objetivo de garantir o bem-estar do jogador sem comprometer a sua condição física a longo prazo.”
Transparência e Comunicação
Apesar de tanto burburinho, o Sporting tem evitado comentários sobre o estado clínico de Gyokeres. Segundo uma fonte do clube, a política de comunicação é de sigilo médico a menos que se trate de uma situação grave ou prolongada.
António Cunha Vaz, consultor de comunicação, acredita que o clube poderia ser mais transparente: “Seria benéfico para o Sporting e para a sua imagem que fosse emitido um comunicado oficial sobre a condição de Gyokeres. A falta de clareza pode levar os adeptos a especularem sobre a situação do jogador.”
Em sua opinião, o clube deveria esclarecer que não há uma lesão grave, mas sim uma gestão da carga de trabalho: “O corpo humano tem limites, e o Gyokeres está a atingir o pico de carga de trabalho. Todos os jogadores passam por isso.”
Conclusão
A gestão da condição física de Gyokeres continua a ser um tema de debate, mas o objetivo final é garantir que o jogador esteja em plenas condições para continuar a contribuir com o seu talento para o Sporting.